22/09/2017 às 09:05, Atualizado em 22/09/2017 às 10:43

Encontro propõe desenvolvimento da piscicultura na região

Segunda edição do Encontro Regional de Piscicultura foi marcada por palestras e bom público

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Prefeito Jorge Takahashi ressaltou que intenção da administração é fortalecer e consolidar a piscicultura

Tanto a produção quanto o consumo de pescado no Brasil vem crescendo a cada ano. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) estima que o País deva registrar crescimento de 104% na pesca e aquicultura até 2025. De olho nas oportunidades que o setor apresenta, a Prefeitura de Batayporã vem estimulando a produção de peixes na região.

Nesta quinta-feira (21), os interessados no segmento se reuniram no II Encontro Regional de Piscicultura. Evento organizado pelas secretarias municipais de Turismo e Meio Ambiente e, Agricultura e Desenvolvimento Sustentável, que teve como objetivo de fortalecer a cadeia produtiva da piscicultura na região e ampliar investimentos no setor.

A segunda edição do encontro foi marcada por palestras sobre o cenário da piscicultura regional e nacional, métodos de manejo da criação de peixes, legislação, cooperativismo, aspectos ambientais no setor, projetos e fontes de recursos para apoio à produção.

Defensor da piscicultura, o prefeito Jorge Takahashi ressaltou na abertura do evento que o trabalho conjunto entre as instituições públicas tem proporcionado o empoderamento dos piscicultores e produtores rurais, trazendo informações importantes e úteis para o crescimento do setor.

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Encontro reuniu interessados em investir no setor e autoridades da região

“Nossa intenção ao proporcionar atividades como essa, é fortalecer e consolidar a piscicultura, já que a região é muito conhecida pelo grande potencial para o desenvolvimento da atividade, com clima favorável e água”, ressaltou.

Presente mais uma vez no encontro, o coordenador federal de Pesca e Aquicultura, César Moura, enfatizou a importância do tema ao discorrer sobre métodos de manejo da criação de peixes. “O que define o sucesso e o fracasso na piscicultura é o custo-produção, ou seja, a ração. É preciso redimensionar, não criar por passionalidade, mas como uma renda a mais”, frisou.

“Quando falamos em criação, trata-se de uma criação organizada, inclusa para poder criar e vender e, Batayporã tem potencial de água que basta para uma criação muito forte”, completou Moura.

Após a exposição do Coordenador Federal da Pesca e Aquicultura, foi a vez de Luiz Carlos Vargas da Silva, chefe da Unidade Regional de Dourados do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) palestrar sobre Licenciamento Ambiental. Na sequência, a engenheira ambiental e diretora do Departamento Municipal de Turismo e Meio Ambiente, Fernanda Frutuoso, no ato representando o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), discorreu sobre Área de Proteção Ambiental (APA): Ilhas e Várzeas do Rio Paraná, ressaltando sobre as diretrizes quem devem ser seguidas para o licenciamento dentro da unidade de conservação.

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Chefe da Unidade Regional de Dourados do Imasul palestrou sobre Licenciamento Ambiental.  Fotos: Gabriel Bittencourt/7ª Arte

Também palestraram a consultora do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Idete Mendes, e a analista Vanessa Pereira Reis. Além de, Renato Marcelino, analista de monitoramento do Sistema Organização das Cooperativas Brasileiras em Mato Grosso do Sul (OCB/MS) e o gerente local do Banco do Brasil, Lúcio Simião, sobre Pronaf: linhas de créditos.

O encontro foi reforçado pela presença da primeira dama Cléia Valéria, do secretário de Turismo e Meio Ambiente, Marcos Barbosa; do coordenador municipal de Agricultura e Pecuária, Jorge Rodrigues; do presidente da Câmara, Cicero Leite, e dos vereadores Cacildo Paião e Samuel Macedo.

Participaram ainda os coordenadores regional e municipal da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), Sandro Polloni e Cicero Brais, respectivamente; o prefeito de Novo Horizonte do Sul, Marcilio Alvaro Benedito, e o 3º Sargento da Polícia Militar Ambiental, João Marcos Ramos da Silva.